O município de Criciúma, em Santa Catarina, começou a entregar sensores de glicose para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde pretende melhorar o controle da glicemia de forma mais prática, precisa e principalmente menos invasiva. Essa tecnologia contribui diretamente para a qualidade de vida de quem convive com a condição, especialmente durante a infância e a adolescência.
Entrega dos primeiros sensores já começou
Neste primeiro momento, 40 pacientes entre dois e 14 anos de idade vão receber os sensores gratuitamente até o dia 31 de julho. Todos os contemplados fazem acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. O equipamento permite o monitoramento contínuo da glicose sem a necessidade de múltiplas picadas no dedo ao longo do dia.
O sensor envia dados em tempo real sobre os níveis de glicose, o que facilita ajustes na alimentação, na dose de insulina e na prática de atividades físicas. Além disso, a tecnologia ajuda na identificação precoce de episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia, reduzindo o risco de complicações e internações.
Expansão do projeto até o final do ano
De acordo com a Secretaria de Saúde de Criciúma, a meta é expandir a cobertura do programa ainda em 2025. Até o fim de dezembro, o número de beneficiados deve subir para 70 crianças e adolescentes com até 18 anos. O investimento anual previsto para a aquisição dos sensores gira em torno de R$ 700 mil. Os recursos foram garantidos por meio de emenda parlamentar.
O fornecimento dos sensores está vinculado ao acompanhamento nas UBSs e à atuação de equipes multiprofissionais. Por isso, a estrutura permite o uso correto do equipamento e a orientação contínua dos pacientes e suas famílias.
Tecnologia a favor do controle da glicemia
O sensor de glicose funciona colado à pele, geralmente no braço, e mede os níveis de glicose no líquido intersticial ao longo do dia. Muitos modelos se conectam a um leitor ou celular e geram gráficos, alertas e relatórios que ajudam no ajuste do tratamento. A substituição do uso exclusivo de testes com ponta de dedo traz mais conforto, especialmente para crianças.
Com essa tecnologia, os pacientes podem ter mais segurança no controle do diabetes tipo 1. A precisão dos dados ajuda a evitar oscilações perigosas da glicemia, que muitas vezes ocorrem sem sintomas claros. Assim, o sensor permite uma resposta mais rápida às alterações e amplia as chances de manter os níveis de glicose dentro da meta.
Monitoramento contínuo melhora adesão ao tratamento
O monitoramento da glicose em tempo real aumenta a compreensão dos pacientes e familiares sobre como o organismo reage à insulina, aos alimentos e às atividades diárias. Isso melhora a adesão ao tratamento e fortalece o vínculo com os profissionais de saúde.
Além disso, o sensor reduz a sobrecarga emocional e física causada pelo controle tradicional, que exige múltiplas medições diárias. A rotina se torna menos dolorosa e mais eficiente, o que ajuda no desenvolvimento e bem-estar das crianças e adolescentes.
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