A Câmara de Vereadores de Concórdia, em Santa Catarina, aprovou na última terça-feira, 24, um Projeto de Lei 38/2025 que pode mudar o dia a dia de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. A proposta, feita pelos vereadores Evandro Pegoraro (PT), Honestino Malacarne Júnior (MDB) e Marcos Antônio Berta (PSDB), autoriza a prefeitura a oferecer, de forma gratuita, o sensor de glicose para jovens de até 18 anos.
Monitoramento sem dor e com mais conforto
O equipamento citado no projeto é o sistema flash de monitoramento de glicose, uma tecnologia cada vez mais requisitada no Brasil. Em vez das tradicionais picadas no dedo, o dispositivo usa um sensor colocado na parte de trás do braço. E portanto, permite medir a glicose de maneira mais prática e indolor.
Além disso, o sensor facilita muito a rotina. Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, por exemplo, fazem entre 4 e 7 testes por dia. Com o novo método, o controle se torna mais fácil, menos doloroso e muito mais eficiente.
Mais segurança na escola e no dia a dia
O sensor de glicose é especialmente útil para quem está em idade escolar. Muitas vezes, essas crianças não conseguem fazer o controle tradicional sozinhas. Por isso, o sensor torna tudo mais discreto e simples. Além disso, reduz o estresse e melhora a adesão ao tratamento.
Durante a sessão, os vereadores destacaram que o projeto ajuda diretamente famílias que enfrentam o diabetes tipo 1. Afinal, o conforto físico se soma à segurança e à tranquilidade no dia a dia.
Recursos e execução do projeto do sensor de glicose
Segundo o projeto, a Secretaria Municipal de Saúde deverá cuidar da organização, compra e entrega dos sensores. O recurso financeiro virá do orçamento atual. Caso seja preciso, haverá suplementação. A própria Secretaria também definirá regras para uso, como o cadastro dos pacientes e a forma de distribuição do equipamento.
Com a aprovação da Câmara, o projeto depende agora da decisão do prefeito. Se ele sancionar a proposta, Concórdia entrará para a lista de cidades que já oferecem o sensor de glicose na rede pública de saúde.
Como o sensor de glicose funciona
O sensor coleta os dados do líquido intersticial, que fica entre as células. Em seguida, envia as informações para um leitor digital ou aplicativo no celular. Para ver a glicose, basta aproximar o aparelho da pele onde o sensor está preso.
Esse processo permite que os níveis de glicose sejam acompanhados em tempo real. Assim, é possível agir mais rápido diante de qualquer alteração. Isso ajuda na hora de ajustar a alimentação, a insulina ou outras ações orientadas pela equipe médica.
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