Em situações de emergência, cada segundo conta. Para pessoas com diabetes, um atendimento rápido e adequado pode ser a diferença entre a vida e a morte. Por isso, o Projeto de Lei 050/2025 apresentado na Câmara de São Luís propõe a criação do bracelete azul, um acessório de identificação para quem convive com diabetes. A proposta, protocolada no último dia 25 de março pela vereadora Rosana da Saúde (Republicanos), busca garantir, principalmente, mais segurança no tratamento, evitar erros médicos e facilitar o atendimento em momentos críticos.
A iniciativa surge como resposta ao aumento do número de diagnósticos de diabetes no Brasil e no mundo. A rápida identificação da condição pode evitar complicações sérias, como o uso de medicamentos contraindicados, incluindo corticoides e antibióticos, que podem agravar quadros de hipoglicemia ou hiperglicemia.
Como o bracelete pode salvar vidas de quem tem diabetes?
O diabetes é uma doença crônica que exige monitoramento constante. Por isso, em casos de emergência, como um desmaio ou uma crise de hipoglicemia severa, a pessoa pode não conseguir se comunicar. O bracelete azul atuaria como um sinal visual imediato, permitindo que médicos, socorristas e até pessoas ao redor identifiquem a condição rapidamente.
Com essa informação, profissionais de saúde podem evitar o uso de medicamentos inadequados, garantir um atendimento mais preciso e, em alguns casos, prevenir complicações graves.
Além disso, o acessório pode conter dados essenciais, como:
- O tipo de diabetes do usuário (tipo 1 ou tipo 2);
- Medicamentos que ele utiliza;
- Contato de emergência;
- Orientações básicas para primeiros socorros.
Esses detalhes fazem toda a diferença no atendimento pré-hospitalar e em serviços de emergência.
Uso facultativo, mas altamente recomendado
O projeto de lei não obriga o uso do bracelete, mas incentiva que pessoas com diabetes adotem o acessório como forma de segurança. A medida busca padronizar a identificação da condição, tornando o bracelete um símbolo amplamente reconhecido.
Mesmo com a adoção do bracelete, a proposta reforça que ainda poderá exigir documentos que comprovem o diagnóstico, quando necessário, para evitar fraudes e garantir que o atendimento ocorra corretamente.
Próximos passos
Agora, a proposta aguarda as próximas etapas de tramitação na Câmara Municipal. Caso seja aprovada e sancionada, São Luís poderá ser a primeira capital brasileira a oficializar o bracelete azul como símbolo de identificação para diabéticos.
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