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    Tratamento

    Avanços no tratamento da obesidade e do diabetes marcam encontro internacional em São Paulo

    Rafael Cristofoletti13 de setembro de 2025Updated:13 de setembro de 2025Nenhum comentário5 Mins Read
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    O tratamento da obesidade e do diabetes vive uma transformação. Médicos e pesquisadores destacaram mudanças de paradigma durante o evento CoNNexões Internacionais, realizado em São Paulo pela Novo Nordisk. O encontro reuniu cerca de 700 médicos brasileiros presencialmente e também foi acompanhado pela plataforma Novo Nordisk Academy.

    Perspectiva internacional

    O gastroenterologista Lee Kaplan, da Harvard Medical School (EUA), defendeu a integração entre diferentes áreas médicas para enfrentar doenças crônicas de forma mais eficaz. Além disso, ele ressaltou a importância da qualidade da alimentação. “A única coisa que realmente não funciona no longo prazo é apenas reduzir calorias sem melhorar a qualidade da dieta”, afirmou.

    Nesse contexto, Kaplan destacou que a ciência caminha para uma nova fase no campo da obesidade. “Há mais de 100 medicamentos para obesidade em desenvolvimento; não serão todos aprovados, mas virão diversas categorias novas nos próximos anos.”

    Já a cardiologista Pam Toub, também dos Estados Unidos, apresentou estudos sobre a semaglutida e seus efeitos cardiorrenais. Ao mesmo tempo, reforçou a ligação entre fígado e síndrome metabólica. “Vários dos nossos pacientes com síndrome metabólica e diabetes têm esteatose hepática; muitas vezes isso aparece como uma leve elevação da ALT (enzima hepática).”

    Mais de 700 profissionais acompanharam as novas abordagens clínicas levadas por especialistas.

    Cenário brasileiro

    Enquanto os especialistas internacionais projetaram tendências globais, no Brasil o debate se voltou para os desafios práticos. O endocrinologista Alexandre Hohl, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, alertou para a urgência de decisões clínicas que evitem atrasos em desfechos relevantes.

    O pesquisador Bruno Geloneze, da Unicamp, destacou os riscos do chamado double diabetes, quando pessoas com diabetes tipo 1 desenvolvem resistência à insulina em ambientes obesogênicos.

    Além disso, as médicas Carolina Mocarzel e Tatiane Emerich lembraram que a obesidade pode reduzir anos de vida das mulheres e ampliar complicações no dia a dia.

    Saúde mental e comportamento alimentar

    A endocrinologista Cynthia Valério apresentou números sobre a relação entre obesidade e depressão. “Pacientes com obesidade têm 55% mais risco de desenvolver depressão. E quem tem depressão tem 58% mais risco de desenvolver obesidade.”

    Por outro lado, ela chamou atenção para o impacto do álcool: “O consumo frequente de álcool aumenta em 32% o risco de obesidade e em 25% o risco de obesidade abdominal.”

    Outro ponto relevante foi o comportamento alimentar conhecido como food noise: “Muitos pacientes dizem: ‘Eu penso em comida o tempo inteiro e isso me distrai da vida’. Esse peso invisível tem nome: food noise.”

    Avanços com a semaglutida

    Segundo Cynthia, os medicamentos modernos estão mudando a forma como os pacientes lidam com a comida. “Não é só perda de peso. Pacientes relatam menos desejo por doces e por alimentos altamente calóricos. Isso muda a relação com a comida.”

    Além disso, ela alertou para o risco da esteatose hepática: “O paciente com gordura no fígado é, por definição, metabolicamente doente. Ninguém metabolicamente saudável acumula gordura no fígado.”

    Consequentemente, ela fez um alerta cardiovascular: “Quando vejo gordura no fígado, eu penso automaticamente: esse coração está em perigo. O risco de infarto e AVC é maior.”

    Sobre diagnóstico, Cynthia defendeu o uso de ferramentas práticas: “Se o FIB-4 for maior que 1,3, eu preciso pedir a elastografia. Se for menor, posso ficar tranquila que não há cirrose.”

    Debates paralelos

    Enquanto isso, os painéis simultâneos ampliaram o debate. O endocrinologista Guilherme Giorelli discutiu composição corporal. O psiquiatra Daniel Martínez e a endocrinologista Cynthia Valério analisaram aspectos psicológicos da obesidade. Já os médicos João Salles e Eduardo Gomes Lima avaliaram complicações renais. Por fim, o endocrinologista Bruno Halpern trouxe novos critérios diagnósticos para obesidade.

    Olhares para o futuro

    Na reta final, a endocrinologista Cynthia Valério e o hepatologista João Marcello debateram esteatose metabólica. O pesquisador Licio Velloso, da Unicamp, e Bruno Geloneze analisaram os mecanismos de ação da semaglutida. Em seguida, a endocrinologista Priscilla Olim de Andrade Mattar apresentou perspectivas para pessoas que convivem com doenças crônicas.

    Obesidade e economia da saúde

    O impacto econômico da obesidade também foi discutido. De fato, dados internacionais apontam que a condição está entre os maiores motores de custo em saúde pública e privada. No Brasil, a prevalência quase triplicou desde 2003 e deve alcançar 31% da população adulta até 2025, segundo o Ministério da Saúde.

    Nesse cenário, a semaglutida surge como ferramenta estratégica. O medicamento, já utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, demonstrou potencial de reduzir em média 17% do peso corporal, preservando massa magra e trazendo benefícios metabólicos.

    “Não basta perder quilos. O que importa é como se emagrece”, afirmou Bruno Geloneze. “Medicamentos modernos oferecem vantagens clínicas, reduzem internações e representam economia para o sistema de saúde.”

    Portanto, especialistas defendem que a incorporação de novas terapias envolve não apenas custos, mas também capacitação profissional e políticas públicas. Experiências internacionais em países como Estados Unidos e Inglaterra mostram que integrar medicamentos modernos com mudanças de estilo de vida pode trazer ganhos clínicos e econômicos.

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    Rafael Cristofoletti
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    Gerente de Comunicação e Marketing - Comunicador nato e apaixonado por jornalismo de impacto, Rafael é paulista de Itu e tem mais de 20 anos de experiência em veículos como Record News, CBN, Band e afiliadas da TV Globo. No Um Diabético, é responsável pela comunicação institucional, pelo conteúdo editorial e pelas estratégias de marketing, unindo rigor jornalístico, visão estratégica e linguagem acessível. Tem como marca o conteúdo que informa com propósito, conecta pessoas e fortalece causas.

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